Para os “adultos” nossos objetivos são coisa da nossa cabeça, são coisa de “adolescente”. Eles acham que nossos pensamentos sobre certas coisas vão mudar  e que tudo que a gente sente é bobeira coisa que não tem nenhum tipo de importância. Mas eu estava pensando e cara eu preciso provar certas coisas não para eles e sim para mim. Porque quando eu provar pra mim eu não vou nem precisar jogar na cara de todo mundo que revirou os olhos quando eu falei sobre algum sonho meu. EU não vou precisar porque já vai estar arrastado na cara dessas pessoas todas as minhas conquistas sem eu nem ao menos ter que me rebaixar a tal ponto.Eu falo pra você, realmente esse ano eu não vou conseguir nada da minha vida e eu já deixei claro isso pra minha mãe. Mas eu falei que ano que vem eu vou lutar pra conseguir tudo o que eu quero. Eu vou ter um curso seja na faculdade ou não que eu goste, vou lutar pra ter o meu dinheiro e juntar para ter a minha casa, o meu espaço pra eu poder ser dona de tudo que tiver nele. Nem que tenha só um sofá e meus cães. Mas vai ser meu. E eu vou lutar pra viajar o mundo e curtir a minha vida e não ficar vivendo só em prol de trabalho como meus pais vivem.

Aug 07 22:46
Somos um bando de presunçosos. A geração da indiferença fingida.
Somos a galera do premeditadamente demorar pra responder “pra não parecer que tô dando moral”, do “não vou falar do que sinto pra não parecer que é desespero”, do “ não me importo”, do “não tô nem aí”, do “foda-se”.
Somos o time do “se não falar comigo, também não falo com você” contra o time do “se não me mandar mensagem também não mando”. Só que nesse jogo, todo mundo sai perdendo.
A gente compete pra ver quem sente menos, quem demonstra menos, quem é mais babaca.
Somos a horda dos mil contatinhos e nenhuma ligação inesperada, nenhuma mensagem sem motivo no meio da madrugada. Incontáveis “nossa, você sumiu” e nenhum “estou indo te ver”.
Limitamos interações sociais em prol de “não ser trouxa”. O orgulho nos faz parecer fortes e imunes a tudo e, pra nós, só as aparências importam.
Sofremos em silêncio no quarto, mas postamos fotos sorridentes na balada. A gente chora embaixo do chuveiro, mas acha indigno pedir um abraço, pedir desculpas.
Iludidos.
Nos convencemos de que amor próprio é amor nenhum. E seguimos sem saber como poderia ter sido, porque nos cagamos de medo de tentar. E nessa ânsia de parecer descolados, viramos uns coitados. Na ânsia aparentar desapego, nos desapegamos de nós mesmos. Dos nossos sentimentos. Dos nossos desejos.
Qualquer dia desses teremos uma epifania e vamos sacar que o sentido da vida é sentir. Mas aí, já era.
Otários é o que somos. Uma geração de otários.
― Cris Moura

Aug 04 23:10 with 1 note
Me perdi em minha própria vida e não sei o que fazer. Meus medos estão me engolindo.
Pedro Peixoto.  (via imno-t)

(Source: aprendizdepoeta)


Jul 29 18:54 with 8,568 notes
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